
Uma médica da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Mary Dota, em Bauru, se recusou a atender uma paciente nesta quinta-feira (28), alegando estar com salários atrasados.
O pagamento dos profissionais deveria ser feito pela Organização Social (OS) Mahatma Gandhi, responsável por quatro UBSs da cidade que funcionam em horário estendido.
No entanto, a entidade teve os bens bloqueados pela Justiça em agosto, após ser alvo de investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Ministério Público por suspeita de desvio de recursos da saúde. Diretores chegaram a ser presos na operação, o que impediu a transferência dos salários.
Em nota, a Prefeitura de Bauru lamentou o episódio e afirmou que a postura não é a esperada em um momento que exige responsabilidade e compromisso com a população. O município disse ainda ter oferecido à Justiça a possibilidade de pagar diretamente os profissionais, mas a medida depende de autorização judicial.
A administração municipal também informou que uma eventual paralisação dos funcionários da OS não afetará o atendimento em horário convencional, já que a entidade é responsável apenas pelo período noturno, das 19h às 23h. A Prefeitura disse estar em contato com a Justiça e o Ministério Público para buscar uma solução.
Fonte: G1 – Bauru e Marília